Papo Poeta

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

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Nas escadas,
vidas se desmancham em sangue.
Em ruas escuras.
Zumbis caminham com fome.

Nas esquinas.
Almas são tragadas ao pulmão do inferno.
Nas noites frias.
Famílias são afogadas no esquecimento terno.

Em peitos.
Corações aprendem a bater defeitos.
Sem respeito.
São reflexo de um triste preconceito.

Pra que sorrir.
Se eles mesmos insistem a se destruir.
Pra que chorar.
Se suas lagrimas ninguém vai enxugar.

Do que adianta falar.
Se a sociedade vai escutar, e do outro lado do ouvido,
fora vai jogar.

De nada vale mãos estendidas.
Se em cada orgulho,a misericórdia está escondida.

Tulio Santos

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tarde de Afeite (Poetrix) (FT)



Na oscilação do afeto.
Em referto deleite.
Corpos quietos

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sorriso (Rondel)

Sorriso (rondel)



Quero eu estar sempre sorrindo.

Bebendo das águas do teu rio.

Quero eu falar com teu sorriso.

Bem-me-quer esses teus risos.

Quero-te em noites sorrateiras.

Bem dizer eu sempre contíguo.

Quero eu estar sempre sorrindo.

Bebendo das águas do teu rio.

Como és linda, sorri dormindo.

Amansa e acalma; esse teu riso.

Na sintonia desta boca continua.

Que deságua de ti mil sorrisos.

Quero eu estar sempre sorrindo.

Entre Amigos e Poetas